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Infância Maués

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Por: Sílvio Dineli Esteves
Quando criança tomava a benção de todos os anciãos que eu encontrasse pela rua
Surpresos me abençoavam e sorriam

Hoje ando com todas essas bençãos, eu sei
Eles se foram
Eu, ainda na fila
Olho o sol na folha verde das bananeiras da vizinha
A vida é uma ordem 
E as bençãos vem e ficam

Quando criança assistia a busca dos homens por mulheres
Se arrumavam, feios tentando ficar bonitos e suas roupas empiriquitavam de perfume e pavulagem
Assisti a esses homens ficarem velhos e calmos
Tudo já havia sido consumado

A benção Tiduca!
A benção seu Lavareda!
Hoje eu entendo o sorriso que davam
Reconhecimento de sua autoridade
Nasceram primeiro
Cabelos brancos e algumas datas de validades já vencidas

A rua era a Floriano Peixoto
Com a rua Quintino Bocaiúva 
Uns subiam outros desciam
Quando nasci não tive berço 
Meu berço era um quintal
Cercado com cercas de paus
E passagens secretas
Meu berço era a rua
E eu não sabia o que fazer quando via a lua

Quando criança tomava benção dos anciãos causando sustos
Deus é um susto e encantamento
A vida que nos apaixona
Deus nos fez e nos conquista
O Criador nos arrodeia com feitos maravilhosos

Deus que te abençõe!
Uns me abençoavam deixando tudo muito bem claro.
Biografia
Sílvio Dineli Esteves 

Em uma manhã de novembro de 1971
Meu pai não falava, só grunia, hum... E assim romantizava
Com minha mãe namorava

Nove meses depois, 10/07/1972
Nasci numa segunda-feira esperançosa 

Meu primeiro doutorado foi na escola Santina Filizola onde aprendi a ler e a escrever. Colégio Estadual, hoje, Maria da Graça Nogueira concluir meu Ensino Médio.

Aos 17 trabalhei na panificadora Modelo,. Antes vendia jabuticaba, sapatilha, manga, açaí...

Aos 22 saí de Maués para morar em Belo Horizonte, por quase 12 anos.
Entre os anos de 2006 a 2008, fui professor substituto na UFAM

Sou pedagogo/UEMG, com pós em Docência do Ensino Superior/PUC-Minas.
Curumim de MAUÉS-AM, poeta da solidão e do encontro. Do olhar e do espanto ao espiar os rastros inusitados do Criador. 

Cabe ao poeta continuar a função dos profetas, destacar com palavras e setas a certeza que Deus existe e de nós companhia e amizade Exige.
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