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Teca Fraxe é a mais nova imortal da Academia de Literatura, Arte e Cultura da Amazônia – ALACA
Postado em: 20/09/2025 às 18:32
Por:
Inacia Caldas
Inacia Caldas
Foto: Divulgação
Presidente Rômulo Sena com a nova imortal da ALACA Therezinha Fraxe
No dia 20 de setembro de 2025, às 16h, a professora da Universidade Federal do Amazonas - UFAM, Therezinha Fraxe, foi empossada como imortal da Academia de Literatura, Arte e Cultura da Amazônia - ALACA, tendo como presidente o jornalista Rômulo Sena.
O evento ocorreu no Hotel Da Vinci, oportunidade em que também, foram realizadas algumas atividades culturais.
A programação contou com música, poesia e momentos especiais de posse e integração literária.
Biografia
A professora Therezinha de Jesus Pinto Fraxe é um dos nomes mais consolidados da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), onde construiu uma carreira marcada pelo diálogo entre ciência, cultura e sustentabilidade. Graduada em Agronomia pela própria UFAM em 1987, seguiu para a Universidade Federal do Ceará (UFC), onde concluiu o mestrado e o doutorado em Sociologia, em 1997 e 2002. Essa combinação de áreas – Agronomia e Sociologia – tornou-se a base de sua trajetória acadêmica: uma síntese entre o olhar técnico sobre a produção agrícola e o olhar crítico sobre as dinâmicas sociais e culturais da Amazônia.
Na UFAM, tornou-se professora titular e passou a coordenar o Núcleo de Socioeconomia (NUSEC) da Faculdade de Ciências Agrárias, além de atuar como vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia (PPGCASA). Nessas funções, orientou dezenas de mestres e doutores, sempre com foco em pesquisas que conectam comunidades amazônicas, sustentabilidade e inovação social. Sua atuação é transversal: vai do estudo das práticas agrícolas familiares no trópico úmido ao fortalecimento das identidades culturais ribeirinhas e indígenas, passando por análises sobre políticas públicas socioambientais e alternativas de desenvolvimento sustentável para a região.
Fraxe é reconhecida por valorizar os saberes tradicionais e promover o diálogo entre esses conhecimentos e a ciência acadêmica. Suas pesquisas se debruçam sobre agrodiversidade, sistemas produtivos locais, economia familiar e as relações entre cultura e natureza, mostrando como os modos de vida amazônicos oferecem respostas concretas aos dilemas contemporâneos da sustentabilidade. Além da pesquisa, tem exercido papéis administrativos e políticos relevantes na UFAM, chegando a disputar a reitoria da instituição, o que reforça sua posição de liderança e reconhecimento dentro da comunidade acadêmica.
Em síntese, sua carreira é um mosaico que articula ciência, sociologia e Amazônia, com forte impacto acadêmico e social. Ela é referência na formação de pesquisadores comprometidos com o futuro sustentável da região e uma das vozes mais consistentes quando se trata de pensar políticas e práticas que unem tradição e inovação.

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